E ele caminha, junto do pregador,
E lembra a sua infância.
E o chão está cheio de remorsos e dor,
E o caminho leva à insanidade.
O Homem luta por fome, e a Terra grita pelo que apadrinha.
O Homem rasteja pelo chão nas Vinhas da Raiva,
E a sábia vida foge-lhe entre as mãos.
Ele caminha com um pecador,
Ele próprio era um pecador mortal, como se a morte fosse
Mais terrível que a vida.
E o homem cultiva a terra, na esperança que a destruição leve à bonança.
E o homem destrói a terra, como a sua existência o define.
E o fantasma de Tom Joad agora caminha entre nós,
E está onde o homem a chorar,
E grita,
E desespera gritando,
E quando o mundo se vai afastando das nossas mãos.
O fantasma de Tom Joad, não está vivo, mas grita como se disse se tratasse.
O fantasma de Tom Joad, está na inerte loucura imersiva de todos nós.
Paulo Oliveira
sábado, 22 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Resposta a António Gedeão
A morte é sim a constante da vida,
inconcreta e indefinida,
até ao dia em que vier.
Não é o mundo que a inventa,
Não é um atenuante manso,
Não é um desejo utópico,
Nem um mero sobressalto.
É o Deus e a Besta que meditam,
Orbitam, sobre a diligência e o ultrage.
Nem o sonho,
Nem a vida,
Se reinventa furtiva,
Sobre o espectro da morte.
E já o sonho, esse,
É mero presente da mente,
Mas, o homem sem ele ,
Nem existiria,
Nem teria asas.
E então o homem voa, e voa, voa directo à teia negra da morte.
inconcreta e indefinida,
até ao dia em que vier.
Não é o mundo que a inventa,
Não é um atenuante manso,
Não é um desejo utópico,
Nem um mero sobressalto.
É o Deus e a Besta que meditam,
Orbitam, sobre a diligência e o ultrage.
Nem o sonho,
Nem a vida,
Se reinventa furtiva,
Sobre o espectro da morte.
E já o sonho, esse,
É mero presente da mente,
Mas, o homem sem ele ,
Nem existiria,
Nem teria asas.
E então o homem voa, e voa, voa directo à teia negra da morte.
sábado, 15 de novembro de 2008
Não te vi lá
Eu estive pelo deserto,
Caminhei descalço,
Vi mil cores , sons e flores,
Um buraco negro de dor,
Vi dois passáros,
enquanto caminhava descalço.
Abri uma porta, e lá o deserto continuava.
Vi rios e oceanos, tamanhos desenhos,
De azul ciano em amarelo solar.
Conjuguei o verbo amar,
Em todos os seus Tempos e Modos,
E Pessoas, e letras, e sentidos, e vivi-o,
O sol nao me deixava ter frio.
Corri pela areia fria, vi o chão a abrir, Deus a fluir,
E toda uma sincronização de decisões de indecisões, de morosos rumores,
de monstros voadores, e de esquecimento do esquecimento,
E mais tarde de tudo me esqueci.
Vi o oceano por dentro,
De chão de deserto,
De coração de deserto.
Como há em todas as cidades, e vilas, e aldeias, e sítios e lugares,
Mas os humanos não dão amor,
Nem corroboram a sua liberdade com tintas do Nada.
Corporizaçao, e dor e chagas, e amor sem amor.
Caminhei descalço,
Vi mil cores , sons e flores,
Um buraco negro de dor,
Vi dois passáros,
enquanto caminhava descalço.
Abri uma porta, e lá o deserto continuava.
Vi rios e oceanos, tamanhos desenhos,
De azul ciano em amarelo solar.
Conjuguei o verbo amar,
Em todos os seus Tempos e Modos,
E Pessoas, e letras, e sentidos, e vivi-o,
O sol nao me deixava ter frio.
Corri pela areia fria, vi o chão a abrir, Deus a fluir,
E toda uma sincronização de decisões de indecisões, de morosos rumores,
de monstros voadores, e de esquecimento do esquecimento,
E mais tarde de tudo me esqueci.
Vi o oceano por dentro,
De chão de deserto,
De coração de deserto.
Como há em todas as cidades, e vilas, e aldeias, e sítios e lugares,
Mas os humanos não dão amor,
Nem corroboram a sua liberdade com tintas do Nada.
Corporizaçao, e dor e chagas, e amor sem amor.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Imenso
O cansaço de um domingo plácido,
O significado flácido de uma ou outra vida.
6 linhas de interesse, ou cordas em suspenso,
Não dão alma à vida, mas expressão à alma.
Estou impávido e sereno,
Num sentimento recesso,
Aborrecido.
Se ainda me lembrasse da primeira vez que o tive...
Leio então um livro, grande e pleno,
Sobre o amor e o seu significado.
O significado flácido de uma ou outra vida.
6 linhas de interesse, ou cordas em suspenso,
Não dão alma à vida, mas expressão à alma.
Estou impávido e sereno,
Num sentimento recesso,
Aborrecido.
Se ainda me lembrasse da primeira vez que o tive...
Leio então um livro, grande e pleno,
Sobre o amor e o seu significado.
sábado, 1 de novembro de 2008
Não sou mais que um sonho,
Não sou mais que um sonho,
Que tenho quando adormeço,
Não fosse eu mera personagem,
Do sonho que eu penso.
Nunca seja que quem me sonha,
Tencione acordar.
Quem me sonha ?
Mais que quem me sonha, quem não se cansa de me sonhar ?
Oh, nao sou mais que um sonho.
Quero saber o que vou ser,
Quando acordar.
Que o dia venha e cubra o céu de escuridão.
Paulo Oliveira
Que tenho quando adormeço,
Não fosse eu mera personagem,
Do sonho que eu penso.
Nunca seja que quem me sonha,
Tencione acordar.
Quem me sonha ?
Mais que quem me sonha, quem não se cansa de me sonhar ?
Oh, nao sou mais que um sonho.
Quero saber o que vou ser,
Quando acordar.
Que o dia venha e cubra o céu de escuridão.
Paulo Oliveira
(...) E mentir.
Tendência de mentir,
De desmorenar,
Cair.
Tendência de ser,
Mais que cantar,
Compôr, criar.
Tendência de saltar,
Mais que querer ser,
Querer voar.
Paulo Oliveira
De desmorenar,
Cair.
Tendência de ser,
Mais que cantar,
Compôr, criar.
Tendência de saltar,
Mais que querer ser,
Querer voar.
Paulo Oliveira
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