sábado, 15 de novembro de 2008

Não te vi lá

Eu estive pelo deserto,
Caminhei descalço,
Vi mil cores , sons e flores,
Um buraco negro de dor,
Vi dois passáros,
enquanto caminhava descalço.
Abri uma porta, e lá o deserto continuava.
Vi rios e oceanos, tamanhos desenhos,
De azul ciano em amarelo solar.
Conjuguei o verbo amar,
Em todos os seus Tempos e Modos,
E Pessoas, e letras, e sentidos, e vivi-o,
O sol nao me deixava ter frio.
Corri pela areia fria, vi o chão a abrir, Deus a fluir,
E toda uma sincronização de decisões de indecisões, de morosos rumores,
de monstros voadores, e de esquecimento do esquecimento,
E mais tarde de tudo me esqueci.
Vi o oceano por dentro,
De chão de deserto,
De coração de deserto.
Como há em todas as cidades, e vilas, e aldeias, e sítios e lugares,
Mas os humanos não dão amor,
Nem corroboram a sua liberdade com tintas do Nada.
Corporizaçao, e dor e chagas, e amor sem amor.

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