quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Diz-se que a razão vive num caixão,
Que se levanta à noite e olha pela janela,
Aquece a luz da vela, aquece o luar.
Mas está coberta do eterno véu,
O terror, o mausoléu.
Nada dentro está morto, mas, mesmo assim,
Os homens fecham com pedras e pedras,
e pudor e esquecimento.

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