Os odores, e as flores, e chão que piso,
Chamam cores, e intrinsecos amores pintados por inteiro,
Num mundo traiçoeiro, que te alberga no seio do ser.
E viver é sentir os mil sentimentos, é ter milhões de tentos na grandeza,
Infame incerteza da nossa existência.
Da leveza do nossa tensão,
Nascem mil flechas enflamadas, intencionalmente direccionadas,
ao teu belo coração, e pelo caminho,
Captam incertezas e rudezas, firmes aleivezas e canções de embalar.
O amor é quase como uma floresta desbravada,
O caminho não é certo, mas o fim adivinha-se ao longe. ( e aqui perde-se a musicalidade. )
E o ardor que até Deus sente,
Esse Deus que invente maneira de o apagar.
E tu e eu contemo-nos na nossa vivência,e consequente indecência, e continuaremos a caminhar.
Mário Neto
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
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