O céu vai-se pintar de uma cor,
De azul, ou cinzento, ou vermelho, ou do que quer que seja,
e mesmo assim vai haver um mesmo céu,
Com essa mesma cor, qualquer que seja.
Os meus olhos vão-se abrir de uma cor,
Em constante mudança,
Em primorosa alternância entre o seu espectro,
E mesmo assim, haverão dois mesmo olhos,
Que se alternarão, com a sua majestosa delicadeza,
Entre o meu próprio, pessoal espectro. Que é de qualquer outro também.
O meu coração, que tomo como meu e certo,
Sente o mesmo que outro coração qualquer,
Que se encontra perto do íman, himen partido,
Que é só teu, que não vejo em qualquer outro ser.
Então pensar ser diferente pelo simples facto de o ser,
É um simples erro logístico. É também, ( sem contar com rimas, iguais a tantas outras )
admitir que o mundo é igual e entediante.
Somos todos diferentes,
Quer sintamos, quer não,
E diz-se pelos caminhos calçados das ruas que viver é simplesmente sentir.
Sentir diferente.
Paulo Oliveira
sábado, 13 de dezembro de 2008
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