Deus, escreve um soneto.
Canta neste momento o teu suave impeto de criação.
Reinventa a revolução, faz de nós uma prosa bela
Faz do nosso coração uma manivela, pronta a ser accionada,
Deus, faz de nós uma história cantada.
Os Teus anjos vão descer hoje,
Elevando-se à medida que descem,
Brilhando escurecem, escurecem-nos.
Eu acredito, juro que acredito, na Tua revelação,
Mas Deus, o Teu filho nao é nosso irmão.
Eu não sou perfeito, nunca vi ninguém que se mostrasse perfeito,
Nunca operei milagres, nem aceito o enfeito no meu coração.
Se ele é feio,e é feio,
Que se mostre feio a toda a gente,
Que se mostre feio e indecente,
Que aqueça o chão com o frio do seu olhar.
Negro e ímpar,
Negro e ímpar.
Pai, desmistifica a obra científica da nossa essência,
E se erro no que ordeno, peço clemência, eu não sou mais que um produto da Tua existência.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
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