O céu vai-se pintar de uma cor,
De azul, ou cinzento, ou vermelho, ou do que quer que seja,
e mesmo assim vai haver um mesmo céu,
Com essa mesma cor, qualquer que seja.
Os meus olhos vão-se abrir de uma cor,
Em constante mudança,
Em primorosa alternância entre o seu espectro,
E mesmo assim, haverão dois mesmo olhos,
Que se alternarão, com a sua majestosa delicadeza,
Entre o meu próprio, pessoal espectro. Que é de qualquer outro também.
O meu coração, que tomo como meu e certo,
Sente o mesmo que outro coração qualquer,
Que se encontra perto do íman, himen partido,
Que é só teu, que não vejo em qualquer outro ser.
Então pensar ser diferente pelo simples facto de o ser,
É um simples erro logístico. É também, ( sem contar com rimas, iguais a tantas outras )
admitir que o mundo é igual e entediante.
Somos todos diferentes,
Quer sintamos, quer não,
E diz-se pelos caminhos calçados das ruas que viver é simplesmente sentir.
Sentir diferente.
Paulo Oliveira
sábado, 13 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Os odores, e as flores, e chão que piso,
Chamam cores, e intrinsecos amores pintados por inteiro,
Num mundo traiçoeiro, que te alberga no seio do ser.
E viver é sentir os mil sentimentos, é ter milhões de tentos na grandeza,
Infame incerteza da nossa existência.
Da leveza do nossa tensão,
Nascem mil flechas enflamadas, intencionalmente direccionadas,
ao teu belo coração, e pelo caminho,
Captam incertezas e rudezas, firmes aleivezas e canções de embalar.
O amor é quase como uma floresta desbravada,
O caminho não é certo, mas o fim adivinha-se ao longe. ( e aqui perde-se a musicalidade. )
E o ardor que até Deus sente,
Esse Deus que invente maneira de o apagar.
E tu e eu contemo-nos na nossa vivência,e consequente indecência, e continuaremos a caminhar.
Mário Neto
Chamam cores, e intrinsecos amores pintados por inteiro,
Num mundo traiçoeiro, que te alberga no seio do ser.
E viver é sentir os mil sentimentos, é ter milhões de tentos na grandeza,
Infame incerteza da nossa existência.
Da leveza do nossa tensão,
Nascem mil flechas enflamadas, intencionalmente direccionadas,
ao teu belo coração, e pelo caminho,
Captam incertezas e rudezas, firmes aleivezas e canções de embalar.
O amor é quase como uma floresta desbravada,
O caminho não é certo, mas o fim adivinha-se ao longe. ( e aqui perde-se a musicalidade. )
E o ardor que até Deus sente,
Esse Deus que invente maneira de o apagar.
E tu e eu contemo-nos na nossa vivência,e consequente indecência, e continuaremos a caminhar.
Mário Neto
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
White Snow Lady and Related Poisoned Apples
On the work, on a pub, on a stretch,
Crack open the door of the reason,
Misguided lights show the way,
To your own prison.
ohh,
no name, ohh,
Rain, the same,
as always.
Say, and re pay , and forget,
Eagles and words are defying to reset,
the animal is making his all prayers,
waiting for pity like it was theirs.
ohh,
Inflame,
ohh...
Crack open the door of the reason,
Misguided lights show the way,
To your own prison.
ohh,
no name, ohh,
Rain, the same,
as always.
Say, and re pay , and forget,
Eagles and words are defying to reset,
the animal is making his all prayers,
waiting for pity like it was theirs.
ohh,
Inflame,
ohh...
sábado, 22 de novembro de 2008
O Fantasma de Tom Joad
E ele caminha, junto do pregador,
E lembra a sua infância.
E o chão está cheio de remorsos e dor,
E o caminho leva à insanidade.
O Homem luta por fome, e a Terra grita pelo que apadrinha.
O Homem rasteja pelo chão nas Vinhas da Raiva,
E a sábia vida foge-lhe entre as mãos.
Ele caminha com um pecador,
Ele próprio era um pecador mortal, como se a morte fosse
Mais terrível que a vida.
E o homem cultiva a terra, na esperança que a destruição leve à bonança.
E o homem destrói a terra, como a sua existência o define.
E o fantasma de Tom Joad agora caminha entre nós,
E está onde o homem a chorar,
E grita,
E desespera gritando,
E quando o mundo se vai afastando das nossas mãos.
O fantasma de Tom Joad, não está vivo, mas grita como se disse se tratasse.
O fantasma de Tom Joad, está na inerte loucura imersiva de todos nós.
Paulo Oliveira
E lembra a sua infância.
E o chão está cheio de remorsos e dor,
E o caminho leva à insanidade.
O Homem luta por fome, e a Terra grita pelo que apadrinha.
O Homem rasteja pelo chão nas Vinhas da Raiva,
E a sábia vida foge-lhe entre as mãos.
Ele caminha com um pecador,
Ele próprio era um pecador mortal, como se a morte fosse
Mais terrível que a vida.
E o homem cultiva a terra, na esperança que a destruição leve à bonança.
E o homem destrói a terra, como a sua existência o define.
E o fantasma de Tom Joad agora caminha entre nós,
E está onde o homem a chorar,
E grita,
E desespera gritando,
E quando o mundo se vai afastando das nossas mãos.
O fantasma de Tom Joad, não está vivo, mas grita como se disse se tratasse.
O fantasma de Tom Joad, está na inerte loucura imersiva de todos nós.
Paulo Oliveira
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Resposta a António Gedeão
A morte é sim a constante da vida,
inconcreta e indefinida,
até ao dia em que vier.
Não é o mundo que a inventa,
Não é um atenuante manso,
Não é um desejo utópico,
Nem um mero sobressalto.
É o Deus e a Besta que meditam,
Orbitam, sobre a diligência e o ultrage.
Nem o sonho,
Nem a vida,
Se reinventa furtiva,
Sobre o espectro da morte.
E já o sonho, esse,
É mero presente da mente,
Mas, o homem sem ele ,
Nem existiria,
Nem teria asas.
E então o homem voa, e voa, voa directo à teia negra da morte.
inconcreta e indefinida,
até ao dia em que vier.
Não é o mundo que a inventa,
Não é um atenuante manso,
Não é um desejo utópico,
Nem um mero sobressalto.
É o Deus e a Besta que meditam,
Orbitam, sobre a diligência e o ultrage.
Nem o sonho,
Nem a vida,
Se reinventa furtiva,
Sobre o espectro da morte.
E já o sonho, esse,
É mero presente da mente,
Mas, o homem sem ele ,
Nem existiria,
Nem teria asas.
E então o homem voa, e voa, voa directo à teia negra da morte.
sábado, 15 de novembro de 2008
Não te vi lá
Eu estive pelo deserto,
Caminhei descalço,
Vi mil cores , sons e flores,
Um buraco negro de dor,
Vi dois passáros,
enquanto caminhava descalço.
Abri uma porta, e lá o deserto continuava.
Vi rios e oceanos, tamanhos desenhos,
De azul ciano em amarelo solar.
Conjuguei o verbo amar,
Em todos os seus Tempos e Modos,
E Pessoas, e letras, e sentidos, e vivi-o,
O sol nao me deixava ter frio.
Corri pela areia fria, vi o chão a abrir, Deus a fluir,
E toda uma sincronização de decisões de indecisões, de morosos rumores,
de monstros voadores, e de esquecimento do esquecimento,
E mais tarde de tudo me esqueci.
Vi o oceano por dentro,
De chão de deserto,
De coração de deserto.
Como há em todas as cidades, e vilas, e aldeias, e sítios e lugares,
Mas os humanos não dão amor,
Nem corroboram a sua liberdade com tintas do Nada.
Corporizaçao, e dor e chagas, e amor sem amor.
Caminhei descalço,
Vi mil cores , sons e flores,
Um buraco negro de dor,
Vi dois passáros,
enquanto caminhava descalço.
Abri uma porta, e lá o deserto continuava.
Vi rios e oceanos, tamanhos desenhos,
De azul ciano em amarelo solar.
Conjuguei o verbo amar,
Em todos os seus Tempos e Modos,
E Pessoas, e letras, e sentidos, e vivi-o,
O sol nao me deixava ter frio.
Corri pela areia fria, vi o chão a abrir, Deus a fluir,
E toda uma sincronização de decisões de indecisões, de morosos rumores,
de monstros voadores, e de esquecimento do esquecimento,
E mais tarde de tudo me esqueci.
Vi o oceano por dentro,
De chão de deserto,
De coração de deserto.
Como há em todas as cidades, e vilas, e aldeias, e sítios e lugares,
Mas os humanos não dão amor,
Nem corroboram a sua liberdade com tintas do Nada.
Corporizaçao, e dor e chagas, e amor sem amor.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
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